quarta-feira, 3 de março de 2010

Carta pública.

Agora eu já não sei o que fazer com aquele discurso que eu adorava fazer sobre a minha autossuficiência. Não é que eu não consiga mais ser feliz sozinha, de forma alguma. Mas é que é tão melhor assim, do jeito que está.

Eu tinha outras coisas nos meus planos. Ficar um pouco sozinha, ler alguns livros, (enfim) pensar só em mim, passar um tempo com a minha família, meus amigos. Eu tava cansada de me doar e me doer.
Então você chegou e eu tentei resistir. Desde quando eu percebi que estava começando a gostar de você... Eu tentei resistir. Eu tinha "motivos" pra isso, não é? Tantas coisinhas no caminho. Romances paralelos, intrigas.
Até que um dia, uma certa intuição me disse: "Se entrega, tá tudo bem." - Nesse momento você estava me abraçando bem apertado, inclusive. - E foi isso que eu fiz.
As "coisinhas" no nosso caminho diminuíram tanto, a grande maioria desapareceu. Até que um dia eu acordei e já não queria mais ninguém. E assim aconteceu: só a gente, mais ninguém. E é tão doce perceber que eu posso ficar um pouco sozinha, ler muitos livros, pensar em mim, passar um tempo com a minha família, meus amigos, me descobrir a cada dia... Tudo isso sem precisar abrir mão de você. As coisas são tão simples entre a gente. O amor não precisa ser dor, não precisa tirar meu sono e nem nada. Pode só ser simples e belo.
"A sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida".

Não me importa o que dizem. Nada me impede de te dizer essas e muitas outras coisas. Não tenho vergonha e contiuarei não tendo se daqui uma semana ou um mês tudo isso mudar.
Toda essa felicidade vale a pena, não importa o quanto ela dure, o que eu tive dela até aqui já fez com que tenha valido a pena.
Eu espero, de coração, que dure muito e muito mais tempo. Fazer jus às nossas promessazinhas gostosas. Eu quero, quero muito.
Enquanto você me fizer sorrir, eu estarei bem aqui.



Era pra esse post ser bem discreto, queria dizer essas coisas como quem não quer dizer nada, quase como se o caso não fosse comigo.
Mas isso aqui se tornou uma carta pública, meu Deus!
Hm... por mim, tudo bem.