terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Inbox

De tempo em tempo o "inbox" do meu celular fica cheio, e pra receber mensagens novas eu tenho que deletar as antigas. Tenho pena de deletar as mensagens carinhosas que eu recebo. Mas as lembranças podem ficar só nas lembranças. E se eu não apagar, não vem anda novo.
Acho que na vida é igual. A gente tem que deixar algumas coisas pra trás, só assim as coisas novas podem chegar.
Afinal, as coisas boas do passado podem e devem ficar só na lembrança =) E outras coisas boas hão de vir.

Eu não quero saber como é viver sem lembrar. Não quero mais.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Novaes

Incrível.
Aconteceu em alguns segundos e eu estou muito feliz há tantas horas.

Queria me sentir assim a vida toda! Talvez não.
Talvez se fosse o tempo todo, não seria bom assim.
Eu não perceberia...

Se um dia eu causar pra alguém metade da felicidade que eu estou sentindo...
Espero causar.
É...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

TVP pra mim também!

Dói, é sofrimento. Eu sei.
Parece que se não tocamos no assunto, ele - o sofrimento. - vai endurecendo e a gente vai se acostumando com ele alí.
Esse tipo de coisa mal resolvida, se a gente não vai atrás, se não agarramos a dor com todas as forças, ela não vai embora. A dor não passa, porque não deixamos ela passar.
As coisas que passam, deixam marcas, lembranças, cicatrizes. Se a gente foge disso, a gente não deixa a dor passar.
É ruim ver a dor passar por você, mas é pior ver ela estacionada.

Sentir a presença da falta.
A falta da presença.

Senhor, quero que saiba...
Se não for agora, vai ser depois.
A dor sempre passa, e quanto mais tempo seguramos ela, mais estrago ela causa ao passar.
E então eu te peço, senhor: Se em você não dói, você poderia pelo menos dar a mão pra minha dor? Ou nem dar a mão, é só ficar do lado dela enquanto ela atravessa a ponte que existe entre eu e você.

Pode não ser hoje, pode não ser amanhã,
pode não ser eu e pode não ser você.
Mas pode ter certeza...
Seremos nós.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Closer




Damien Rice

The blower's Daughter

E então é isso
Apenas como você disse que seria
A vida é fácil pra mim
Na maior parte do tempo
E então é isso
A breve história
Sem amor, sem glória
Sem herói em seu céu

Não consigo tirar meus olhos de você...

E então é isso
Apenas como você disse que deveria ser
Nós dois vamos esquecer a brisa
Na maior parte do tempo
E então é isso
A água mais fria
A filha do vento
A pupila em negação

Não consigo tirar meus olhos de você...

Eu disse que te detestava?
Eu disse que eu queria
deixar tudo pra trás?


Não consigo parar de pensar em você...

Até eu encontrar um novo alguém.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Les Brown, Bud Green e Ben Homer

Vou fazer uma viagem sentimental
para renovar velhas memórias.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Tropeçar na própria dor.

só.

Improvável? é, é...

Sua loucura se mostra por você considerar o improvável.
A minha, se deu, porque o improvável aconteceu.

Eu provei do improvável e ele se provou.
Não posso me esquecer disso.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Passional

Somos a era da comunicação!
Sites de relacionamentos, celulares, e-mails... Tudo isso junto com todos os outros meios de comunicação, já antes usados.
O que me é estranho, é que ninguém se comunica.
Ouço muito dizer que penso demais...
Se penso, e só penso, é porque meus pensamentos lhe parecem tão incompreensíveis, que acabo desistindo de torná-los palavras.
Sempre achei que eu era diferente das outras pessoas... Pelos gostos diferentes. Sempre me perguntei "O que será que eles pensam?"

Na era da comunicação, muita gente acaba querendo falar.
É tanta gente se auto promovendo, ou falando dos seus problemas ou das suas soluções.
É tanta gente falando e pouca gente ouvindo.
Queria tanto falar, queria tanto ouvir...
Me apego a tudo e qualquer coisa a qual eu me identifique. Já falei isso aqui...

Pra se sentir vazio é preciso ter se sentindo antes, "cheio".
Prefiro me sentir vazia ou "cheia", do que me sentir "nada".


Eu queria um banho quente, pra pensar, me acalmar.
Mas sempre que penso, me atormento.
Sou passional demais em tudo que faço...

sábado, 16 de maio de 2009

Essência

É uma dor natural. Uma dor usual. É melhor que o vazio.
Uma forma de eu me sentir viva. E de alguma forma, eu preciso me sentir viva...

É como nascer num lugar onde tudo combina, onde o meio gera e altera.
Ser alterado sem se sentir parte disso. Auto alteração.

Por isso minha essência é assim:
A dor me atrai porque eu não me acostumo com o que me incomoda.
Eu procuro ao máximo algo parecido comigo. Pessoas, dores, satisfações...
Eu procuro ao máximo algo parecido comigo, pra me sentir parte disso.
Para que eu possa me sentir parte de mim, por estranho que isso pareça.
Só eu devo entender...

"Eu te conheço", eu ouço.
Ninguém me conhece.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O tempo.


O despertador que dispara 1h da manhã.
Quando estou dormindo, ele me acorda.
Quando estou acordada, ele parece me mandar ir dormir.
O tempo que passa e nos dá a esperança de poder suspirar e pensar "vai passar" "com o tempo, passa".

"Ítens à esquecer": Um dia, um arrependimento, um relacionamento.
Aquelas coisas que, ao pensar, sacudimos a cabeça como quem pede pra que elas não voltem mais.
Aquelas coisas que nos construíram e que agora, a gente pede para que nos deixem de lado, porque é hora de mudar o rumo.

Os anos, os meses, os dias...
O que a gente faz com eles e o que eles fazem com a gente.
Inaginários.
Confusão.
Nostalgia.
"Era ruim, mas era bom". É, tá aí.

quinta-feira, 19 de março de 2009

A afeição.

Eu analiso as pessoas... nada frívolo demais, é automático.

Eu me pergunto: Até onde a afeição que se sente por uma pessoa provém do que lhes é comum, ou do que
de alguma forma se atrai?

E eu me respondo: Até o momento em que se ama uma pessoa, e se passa a aceitar tudo o que lhe é estranho ou que de alguma forma te repugna.

Aí que está... Qual aproximação se faz mais produtiva? Pra quê? Pra quem? O que você escolhe?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

2009

Todo começo de ano eu me sinto meio estranha. Não sei.
Na verdade é uma coisa estranha que eu sinto outras poucas vezes ao longo do ano, mas necessariamente no dia primeiro de janeiro, ela me aparece!
É uma falta de alguma coisa que eu não sei o que é. Me faz estranhar as coisas que me rodeiam, coisas que por uma vida inteira me parecem tão comuns.
Continuo sem saber.

Ah, é! Comecei a escrever um diário hoje. Tão bom escrever sabendo que ninguém vai ler. Mas ainda assim, tem coisas que eu tenho medo de escrever.
Pra mim é como se algumas coisas fossem menos verdades se não escritas, se não ditas. Coisas das quais eu tenho certeza, mas eu prefiro fingir que eu tenho dúvidas sobre elas. Não por comodismo, nem por receio dos outros. É um pequeno medo de assumí-las pra mim mesma. Talvez por medo do que pode acontecer.
Nada específico, nem lembro a que coisas eu estava me referindo...
Whatever.

Talvez, quem sabe, pode ser...

Tati Bernardi

"Eu sei, eu sei, o eterno clichê “isso passa”. Passa sim e, quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te amar.
É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim.
Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto.
Eu me agarro à beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não desista."